Demanda esgota estoque de itens para aliviar o calor

Ver o estoque vazio da fábrica de ventiladores Martau, em Cachoeirinha, entristece Lorenzo Martins, diretor de comércio internacional da marca. Não que as vendas tenham sido exatamente ruins: a empresa…

Ver o estoque vazio da fábrica de ventiladores Martau, em Cachoeirinha, entristece Lorenzo Martins, diretor de comércio internacional da marca. Não que as vendas tenham sido exatamente ruins: a empresa despachou todos os 100 mil equipamentos que tinha neste verão, 20% a mais que em 2009. “Mas poderia ter sido o dobro”, lamenta o executivo. “Como tivemos um verão fraco no ano passado, encolhemos a produção para este ano, que foi só 7% maior”, explica.

Um erro de planejamento no inverno prejudicou as vendas da empresa em um verão que poderia ser especialmente proveitoso: os sucessivos recordes de temperatura levaram hordas de gaúchos às lojas em busca de um refresco, em forma de ventilador ou ar-condicionado. Resultado: lojistas contabilizando vendas 100% maiores que as de 2009 e lamentando as prateleiras vazias um mês antes do fim da estação. Para atender aos lojistas, a Martau raspou o estoque. “Até produtos que estavam fora de linha foram vendidos”, diz Martins. Mesmo com o esforço dos fabricantes, as lojas viram os estoques desaparecerem das prateleiras. “Conseguimos uma reposição de ventiladores e condicionadores de ar no começo de fevereiro. Mas já foi tudo e agora não tem mais nada na indústria”, afirma o diretor de compras e logística da Volpato, Edenilso Merlo. A rede com 62 lojas comercializou 1,8 mil unidades de ar-condicionado e 4 mil ventiladores no primeiro bimestre, o dobro do registrado em 2009. “Com o calor intenso, os clientes levaram o primeiro produto que apareceu na frente”, comenta. Nas Lojas Colombo, não foi diferente. Gladimir Somacal, diretor de compras da rede, diz que, só em dezembro passado, as vendas foram 190% maiores que no mesmo mês de 2008. “Com este quadro, já em dezembro, a Colombo começou a intensificar novos pedidos desses produtos para garantir estoques”, explica. Porém, as novas compras não foram suficientes para acompanhar o ritmo intenso dos consumidores. “À medida que os produtos chegaram nas lojas eram imediatamente comercializados. Os estoques eram repostos praticamente todos os dias, mas logo se esgotavam.” Em janeiro, as vendas foram 100% superiores às do mesmo mês de 2009 e, nos primeiros dez dias de fevereiro, a Colombo vendeu o equivalente a todo o mês de fevereiro do ano passado, entre ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. A Springer-Carrier, fabricante de condicionadores de ar, chegou a ampliar o número de funcionários nas fábricas de Canoas e Manaus para dar conta da procura. “A demanda está acima do esperado desde o último trimestre do ano passado. Temos ajustado as fábricas para atender à demanda de curto prazo”, avalia Felipe Costa, diretor de marketing de produto da empresa. Ele diz que o mercado de aparelhos de ar condicionado no Brasil aumentou em 5% e o de produtos residenciais, 13%, em volume. E o crescimento não deve parar por aí. “O ano de 2010 deve ter ainda forte influência do fenômeno El Niño até meados do ano e também crescimento do PIB. Historicamante, a combinação de crescimento econômico e condições climáticas favoráveis têm mostrado bons resultados para o setor”, estima.

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