“IA não é ameaça, ameaça é não saber usá-la”
No Café com Lojistas, comunicadores Luciano Potter e Elifas Vargas instigaram empreendedores a otimizar processos com ferramentas digitais, mas sem esquecer do fator humano
Com essa afirmação, os comunicadores Luciano Potter e Elifas Vargas convidaram mais de uma centena de empresários e profissionais a refletir sobre o uso de ferramentas digitais nos seus negócios e nas suas rotinas – mas sempre de forma humana. A fala fez parte da edição do Café com Lojistas, promovido pelo Sindilojas Porto Alegre nesta quinta-feira (16/7), no Espaço de Eventos do CIEE-RS, na Capital.
Potter iniciou o papo trazendo sua experiência de transição da carreira. Ele, que foi radialista por mais de 20 anos e migrou para a produção de conteúdo na internet, fez uma reflexão sobre autenticidade. “Fiz um vídeo dizendo que não estava conseguindo produzir conteúdo e este vídeo engajou muito. E isso me fez entender que gravo aquilo que quero colocar para fora, que faz sentido para mim, e não por obrigação”, revelou.
Com a condução de Elifas, o encontro seguiu trazendo temas que fazem parte do dia a dia dos lojistas – mas não só nas suas empresas, mas em todas as áreas. O tempo médio de tela das pessoas – algo em torno de 6h38 diárias – também instiga o comportamento de quem está vendendo. “Comunicar também é vender”, destacou o especialista em marketing e inovação. E é aí que entra a Inteligência Artificial (IA).
Segundo os comunicadores, a IA é mais uma oportunidade pra vender. Não é uma ameaça, mas não saber usar as ferramentas disponíveis pode ser uma ameaça ou, no mínimo, um atraso em relação aqueles que já entenderam que é preciso otimizar processos e operações.
Exemplo disso é como o volume de ferramentas cresceu nos últimos dois anos. Não só aumentaram, como evoluíram. E com isso, claro, sua aplicabilidade nas tarefas mais simples. “Elas podem ser segmentadas, mas não vão fazer todos os trabalhos possíveis”, ponderou Elifas. E aí entra o fator humano.
Potter complementou com a importância de ser legítimo em todas as frentes. “A IA me ajuda a organizar ideias, mas a ponta de entrega ainda sou eu. Elas são um atalho que acabaram virando via principal, mas isso enfraquece a identidade”, pontuou.
Entre outros insights, a dupla cativou no público a vontade de pensar em seus negócios como comunicadores, de estar conectado com a essência do que se quer transmitir. Uma boa provocação para quem está tentando se encontrar ou se atualizar entre tantas opções de IAs. “Estamos preocupados com o que vai vir, mas sempre voltamos para a ancestralidade, aquilo que faz parte da gente”, disse Potter. E nada mais humano do que isso.