Intenção de Consumo das Famílias em fevereiro mostra otimismo por parte dos gaúchos

A Intenção de Consumo das Famílias gaúchas (ICF) chegou a 129 pontos em fevereiro, o que representa um excelente resultado para o período. Realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a…

A Intenção de Consumo das Famílias gaúchas (ICF) chegou a 129 pontos em fevereiro, o que representa um excelente resultado para o período. Realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a pesquisa é divulgada no Estado pela Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS).

O índice, que avalia a confiança do consumidor na economia, vai de zero a 200. Acima de 100, manifesta um comportamento otimista por parte das famílias. “Estamos quase 30 pontos acima do resultado que manifesta confiança do consumidor, o que demonstra claro otimismo por parte da população do Rio Grande do Sul”, avalia Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac.

Apesar de mostrar leve queda na comparação com janeiro, quando estava em 134,6 pontos, o indicador não preocupa o setor empresarial, que deve continuar colhendo os frutos da confiança elevada do consumidor. “Reduções dessa ordem são sazonais, e é comum que depois de meses como dezembro, quando há aumento significativo dos gastos, haja maior contenção”, lembra De Marchi. O presidente aponta também o corte de gastos anunciado pelo governo federal e a elevação da inflação e das taxas de juros como possíveis causas dessa diferença. “Algumas pessoas optam por poupar mais e comprar menos nesses períodos.” No caso dos bens duráveis, contudo, o entusiasmo continua evidente: 166,2 pontos, contra 157,7 no mesmo período do ano passado.

O mercado de trabalho também anima os consumidores. Segundo o estudo, o índice está em 141,7 pontos, apresentando elevação de 3 pontos em relação a fevereiro de 2010. Já a situação da renda familiar ficou em 134,2 pontos, enquanto em janeiro foi calculada em 129,3. “Os resultados de fevereiro são muito otimistas e confortáveis para o comércio de bens e de serviços, e esse cenário não deve ser alterado”, prevê De Marchi. O crédito também deve se manter em alta. De acordo com o ICF, o índice de acesso a empréstimos e financiamentos está em 141,8 – 6,5 pontos acima do resultado de janeiro (135,3) e 10,7 acima do registrado em fevereiro do ano passado (131,1).

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