Japão e Brasil discutem oportunidades de negócios

A comitiva da província japonesa de Shiga que está percorrendo o Rio Grande do Sul participou ontem, no Centro de Exposições da Fiergs, de um seminário sobre o comércio entre Brasil e Japão. No encontro,…

A comitiva da província japonesa de Shiga que está percorrendo o Rio Grande do Sul participou ontem, no Centro de Exposições da Fiergs, de um seminário sobre o comércio entre Brasil e Japão. No encontro, o vice-governador de Shiga, Koichiro Yoneda, apresentou as oportunidades de negócios que os gaúchos podem obter na província, que é irmã do Rio Grande do Sul há 30 anos.

O mediador do encontro, embaixador Jorge Carlos Ribeiro, provocou o vice-governador ao lembrar que, com a estagnação do mercado interno e a valorização do yene, as empresas japonesas estão buscando investir em países em desenvolvimento, o que poderia incluir o Brasil e, em especial, o Rio Grande do Sul. Yoneda confirmou que os empresários de Shiga estão a procura de novos mercados, e que o Brasil poderia ser beneficiado por esse movimento, uma vez que está com sua visibilidade em alta devido ao grande crescimento econômico apresentado nos últimos anos. O vice-governador também destacou que a província possui em seu território muitas grandes indústrias internacionais, como Panasonic, Bridgestone, Omrom e Toray, outro atrativo para negócios.

As possibilidades de comércio com o Japão também foram destacadas por Rei Oiwa, diretor no Brasil da Japan External Trade Organization (Jetro), entidade similar à Apex brasileira. Segundo ele, o mercado japonês é uma porta de entrada para muitos países asiáticos, uma vez que o Japão possui diversos acordos de livre comércio na região. “Muitos empresários coreanos e chineses avaliam o sucesso de um produto em nosso país antes de buscar importá-lo,” afirmou.

Atualmente, de acordo com Oiwa, o Japão está o interessado em conquistar novos mercados devido à estagnação econômica em que vive. Entre 2004 e 2009, as vendas no varejo caíram 8,74%. No entanto, o diretor da Jetro acredita que há espaço para produtos brasileiros. “Suco de açaí, churrascarias e chinelos Havaianas, por exemplo, conquistaram os consumidores locais”, destacou. Oiwa também lembra que é preciso entender a cultura local antes de investir, citando o exemplo do fracasso da rede Carrefour em se instalar no Japão. “Eles não entenderam que o japonês não costuma fazer compras mensais”, exemplificou.

De acordo com o diretor da Jetro, os produtos que o Japão mais adquire no exterior são combustíveis, equipamentos elétricos, máquinas, alimentos e produtos químicos. No entanto, Oiwa destacou que há outros setores cujo potencial para negócios estão crescendo. “Os segmentos de autopeças, tecnologia de informação e computação, biotecnologia, serviços médicos e meio ambiente estão cada vez mais atrativos”, disse.

Em 2009, o Brasil foi 26º destino de exportações japonesas, com US$ 4,236 bilhões. No mesmo período, os japoneses importaram US$ 6.368 bilhões em produtos do Japão. O Rio Grande do Sul está em 21º lugar no ranking das exportações brasileiras para o Japão, e em 23º lugar no das importações, com participação de 4,93% e 1,45%, respectivamente. Os principais produtos gaúchos vendidos ao Japão são alimentos, madeira, calçados e produtos químicos.

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