Prejuízo ao comércio amplia debate sobre furto de cabos em Porto Alegre
Pesquisa do Sindilojas POA identificou perdas superiores a R$ 240 milhões em um ano

O furto de fios e cabos não é um problema restrito à infraestrutura urbana. Ele afeta diretamente o funcionamento das empresas, interrompe atividades, compromete serviços essenciais e causa danos para toda a cidade. Foi com esse olhar que o Sindilojas Porto Alegre participou do workshop Estratégias Integradas contra o Furto e Receptação de Fios e Cabos, promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, no Nau – Live Spaces, nessa quinta-feira (25/6).
O presidente Arcione Piva integrou o painel “Quando a cidade para: os impactos do furto de cabos nos serviços essenciais”, levando ao debate a realidade enfrentada pelo comércio da Capital. Recentemente, levantamento do Núcleo de Pesquisas da entidade apontou que os prejuízos causados por esse tipo de crime ao varejo ultrapassaram R$ 240 milhões entre os meses de maio de 2025 e de 2026.
O estudo também apontou a recorrência destes episódios. Entre os empresários afetados, 48,5% disseram ter sofrido impactos entre duas e três vezes no último ano, enquanto 10,6% afirmaram ter enfrentado mais de seis ocorrências no período.
Atuação integrada
Mais do que números, a participação reforçou uma mensagem importante: quando a infraestrutura falha, o comércio perde competitividade, trabalhadores são afetados e a população sente os impactos no dia a dia. Para o Sindilojas POA, enfrentar esse problema exige atuação integrada entre poder público, concessionárias, forças de segurança e entidades representativas.
Também participaram do debate o diretor do DMAE, Vicente Perrone; a líder corporativa de inteligência e riscos do Grupo Equatorial, Eme Guilhermina Mafra de Souza; e o Diretor da IPSUL, Raimundo Dantas. A mediação ficou por conta do secretário municipal de Serviços Urbanos da prefeitura de Porto Alegre, Rafael Fleck.