Proposta deve ficar próxima a 10%

Piratini adota política de recuperação do piso gaúcho e chefe da Casa Civil anuncia hoje valor que será enviado à Assembleia

Depois de ouvir hoje deputados da base aliada e os últimos argumentos das entidades empresariais e de trabalhadores, o governo do Estado anuncia no final da tarde sua proposta de reajuste do piso regional. Como as centrais sindicais pedem 17,33% e as associações patronais vão insistir em conceder apenas 6,47% correspondentes ao INPC do ano passado, a sugestão do Palácio Piratini deve ficar em torno de 10%.

Escalado para fazer o anúncio, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, afirma que o governo deve levar em consideração a inflação de 2010, a média do PIB gaúcho dos últimos dois anos e um percentual referente à recuperação das perdas do mínimo regional nos últimos cinco anos. A intenção, acrescenta, é enviar o projeto até a próxima semana à Assembleia, para os deputados votarem o reajuste no próximo mês. Este ano, a data-base do mínimo gaúcho será 1º de março. – A proposta deve ficar entre 8%, 10% ou 12% – admitiu Pestana, ressaltando que o percentual será definido hoje nas conversas com parlamentares, sindicalistas e empresários.

O chefe da Casa Civil disse que o governo também quer apresentar uma proposta de longo prazo para recuperar o valor do piso. Mas isso não poderá ser feito agora, afirma.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no RS, Celso Woyciechowski, admite negociar apenas o percentual equivalente à recuperação da defasagem do mínimo regional ante o nacional. A perda é calculada em 17,18% desde 2005 e, no pleito de 17,33% das centrais, 8,59 pontos são referentes a uma recuperação que seria feita até 2012. – Estamos propondo em dois anos, mas pode ser em três ou quatro. Queremos uma política de médio e longo prazo para recuperar o valor, levando em consideração a inflação do ano anterior e a média do PIB dos últimos dois anos – diz Woyciechowski.

Empresários temem a perda de competitividade

Pela manhã, as centrais têm encontro com Pestana e, à tarde, empresários se reúnem com o governador Tarso Genro. O presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, considera inviável a reivindicação das centrais. As associações patronais são favoráveis à extinção do piso regional. – Os dissídios das categorias estão ficando em média em 7%. Esperamos que o governo indique um índice compatível com a economia e o desenvolvimento gaúcho – afirma De Marchi, que alega risco de perda de competitividade do Estado.

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