Brasileiros gastaram R$ 6,6 bi em sites internacionais

O valor registrado no ano passado equivale a 18% do faturamento do e-commerce brasileiro

Segundo estudo realizado pela da E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, 4 em cada 10…

O valor registrado no ano passado equivale a 18% do faturamento do e-commerce brasileiro

Segundo estudo realizado pela da E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, 4 em cada 10 consumidores efetuaram alguma compra em lojas virtuais de fora do Brasil em 2014. E eles gastaram R$ 6,6 bilhões.

Para se ter uma ideia, o valor equivale a 18% do total do faturamento do e-commerce brasileiro, que alcançou R$ 35,8 bilhões no ano passado.

Os produtos mais consumidos são das categorias Moda e Acessórios (33%), Eletrônicos (31%) e Informática (24%).

De acordo com Pedro Guasti, diretor executivo da E-bit, os sites internacionais têm atraído a atenção dos brasileiros por ofereceram preços mais baixos e produtos que não circulam pelo mercado nacional. “Especialmente os sites chineses, que representam 55% da última transação realizada”, afirma.

Os sites chineses também são os grandes responsáveis pela queda da proporção daqueles que pagaram frete, que foi de 4 para 3 em cada 10. Isso porque, em geral, eles oferecem isenção dessa taxa.

Segundo Guasti, para fazer frente à concorrência internacional os sites brasileiros devem evidenciar as vantagens de se comprar no Brasil. “Em termos de preço é muito difícil concorrer com o mercado chinês, mas os sites precisam apresentar para o consumidor o diferencial de compra de uma empresa nacional: aqui tem garantia, prazo mais curto de entrega, mais facilidade para troca de produto, atendimento local, assistência técnica local”, explica.

Apesar de se manter estável em relação ao que foi avaliado no início de 2014, o NPS, índice que mede a satisfação e a fidelização dos clientes em compras online, ficou em 23% para os sites internacionais e 13% com relação aos sites chineses.

Um dos motivos de insatisfação é o atraso na entrega. O número avaliado para as lojas virtuais brasileiras, que tiveram NPS de 63% como ponto mais alto, terminou o ano com 57%.

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