Emagrecimento impulsiona nova jornada de consumo e muda hábitos além da saúde
Levantamento mostra itens mais procurados e perfil de quem faz o tratamento com canetas emagrecedoras
A decisão de utilizar canetas emagrecedoras não transforma apenas o corpo. Conforme o emagrecimento avança, também mudam as escolhas do consumidor. A necessidade de renovar o guarda-roupa, a preferência por determinados canais de compra e até alterações na alimentação passam a fazer parte da rotina, revelando que a perda de peso inaugura uma nova jornada de consumo.
Levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre mostra que metade dos usuários de canetas emagrecedoras precisou adquirir roupas novas após o início do tratamento, enquanto outros 8,3% optaram por reformar peças para adaptá-las às mudanças nas medidas. Para a maioria, essa necessidade surgiu rapidamente: 57,1% realizaram a compra em até três meses e outros 28,6% em até um mês após iniciar o uso da medicação.
As calças aparecem como o principal item substituído, mencionadas por 85,7% dos entrevistados. Em seguida estão vestidos e camisas ou blusas, ambos com 28,6%. Os dados indicam que a reposição costuma começar pelas peças cujo caimento é mais impactado pelas mudanças corporais.
Outro aspecto observado é que esse movimento não se limita às primeiras compras. Entre os consumidores que já renovaram parte do guarda-roupa, 71,4% acreditam que ainda precisarão adquirir novas roupas à medida que o tratamento evolui. Já o gasto médio com compra ou reforma de peças soma R$ 1.014 por consumidor.
Lojas físicas são preferência
A pesquisa também aponta que as lojas físicas permanecem como o principal destino para essas compras. Entre quem precisou renovar o vestuário, 57,1% recorreram a lojas de shopping centers e 28,6% optaram por lojas de rua, enquanto o comércio eletrônico respondeu por 14,3% das aquisições.
Perfil de quem usa caneta emagrecedora
O levantamento mostra que os usuários de canetas emagrecedoras são, em sua maioria, mulheres (75%), com predominância das faixas etárias de 40 a 59 anos e acima de 60 anos (66,7%). O grupo também apresenta perfil socioeconômico mais elevado, com 66,7% tendo ensino superior completo e metade concentrada na faixa de renda entre cinco e dez salários mínimos. Além disso, 58,3% são casados ou vivem em união estável, 83,3% têm filhos e 41,7% trabalham como funcionários de empresas privadas.