Copa do Mundo derruba atividade do comércio varejista em junho

No acumulado de 2014, setor tem alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado

O menor número de dias úteis e os expedientes mais curtos de junho por causa da Copa do Mundo derrubaram a atividade do comércio varejista em 3,2% na comparação com maio, informou a Serasa Experian. Em maio, o movimento do varejo havia subido 0,6%. Na comparação com junho do ano passado, houve aumento de 0,7% na atividade, alta bem inferior aos 5,2% de maio, também na comparação anual.

Agora, no acumulado do ano, o varejo tem alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado. A Serasa Experian afirmou que a redução observada em junho “deve-se ao impacto da realização da Copa do Mundo, que provocou a decretação de feriados em algumas das cidades-sede, bem como a redução do expediente do comércio, gerando redução do volume de negócios para a maioria dos segmentos”.

Além disso, outros fatores como elevação da taxa de juro, baixo índice de confiança do consumidor e incertezas em relação à economia, também contribuíram para a menor aceleração. Só o segmento que agrupa tecidos, vestuário, calçados e acessórios ficou estável em junho. Todos os outros tiveram queda: material de construção (-13,1%); combustíveis e lubrificantes (-12,3%); veículos, motos e peças (-6,4%); supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-4,2%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (-3,0%).

Entre janeiro e junho, a atividade varejista cresceu 3,6% liderada pelo setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (expansão de 3,7%), combustíveis e lubrificantes (3,0%), material de construção (2,4%), móveis, eletroeletrônicos e informática (0,5%) e veículos, motos e peças (0,3%).

Já a atividade do setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios caiu 3,4% no acumulado do ano. No primeiro semestre, a alta no varejo foi puxada pelo setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (3,7% contra igual período de 2013). Na sequência, vêm combustíveis e lubrificantes (3,0%), material de construção (2,4%), móveis, eletroeletrônicos e informática (0,5%) e veículos, motos e peças (0,3%).

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