Ambiente: 73% dos brasileiros pagariam mais por produtos sustentáveis

SÃO PAULO – Pesquisa mostra que 73% dos brasileiros pagariam mais por produtos ambientalmente responsáveis. O índice está abaixo do verificado em 16 grandes cidades da América Latina, onde, na média, 76%…

SÃO PAULO – Pesquisa mostra que 73% dos brasileiros pagariam mais por produtos ambientalmente responsáveis. O índice está abaixo do verificado em 16 grandes cidades da América Latina, onde, na média, 76% dos consumidores estariam dispostos a pagar mais por um produto desse tipo. O levantamento, feito pela Kantar Worldpanel e divulgado nesta quarta-feira (17), mostra que, por outro lado, 23% dos brasileiros não pagariam mais por um produto sustentável, ao passo que, na América Latina, esse percentual alcança os 24%.

Motivos

Ajudar o meio ambiente é o motivo mais recorrente para os consumidores que afirmaram pagar mais por um produto sustentável: 31% utilizaram essa razão. De acordo com a pesquisa, 37% pagariam mais, contudo, o custo extra não corresponde ao orçamento. Outros 24% afirmaram que não pagariam mais por esse tipo de produto, mas comprariam, se ele custasse igual aos produtos que já consomem. No Brasil, 27% têm essa percepção. Considerando os consumidores latinos de baixa renda, 30% afirmaram que não pagariam por produtos sustentáveis. Na região, 8% afirmaram que não encontram produtos ambientalmente corretos nas prateleiras.

Conscientização

A pesquisa ainda revela que a questão ambiental está presente cada vez mais na vida dos consumidores, uma vez que 92% já ouviram falar de problemas ambientais. Contudo, apenas 47% colocam a questão como uma prioridade, apenas 19% adotam atitudes sustentáveis e 6% têm atuação completamente comprometida com o meio ambiente. Apesar disso, os consumidores têm consciência de que deve partir deles realizar mudanças a respeito do tema. Segundo a pesquisa, 79% dos latino-americanos pesquisados acreditam que as mudanças nesse sentido estão nas mãos deles. Os meios de comunicação, instituições educacionais e governos de países desenvolvidos também foram citados por 40%, 39% e 29%, nesta ordem, como corresponsáveis por essas mudanças. Governos de países em desenvolvimento, empresas privadas, organismos internacionais e ONGs foram citados por 22%, 22%, 19% e 14% dos entrevistados.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada em 16 cidades da América Latina e consultou 9 mil domicílios.

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