Pesquisa: nove em dez empresas permitem ambiente ou horário flexível

SÃO PAULO – Nove entre dez empresas no Brasil oferecem algum tipo de condição de flexibilidade no trabalho. O dado consta em um relatório de pesquisa global realizada pela empresa Regus, soluções em…

SÃO PAULO – Nove entre dez empresas no Brasil oferecem algum tipo de condição de flexibilidade no trabalho. O dado consta em um relatório de pesquisa global realizada pela empresa Regus, soluções em ambientes de trabalho. Segundo os dados, 89% das empresas localizadas no País proporcionam benefícios como horário ou ambiente de trabalho flexível. No mundo, a média é de 81%. Segundo a pesquisa, que ouviu 479 empresas no Brasil, 63% dos executivos brasileiros que responderam ao questionário acreditam que o trabalho flexível acarreta menos custos do que em escritórios com endereço fixo. No geral, a média foi de 60%. A diretora de vendas da Regus no Brasil, Janaina Nascimento, valoriza a transformação do trabalho flexível em uma regra no mercado. “Do empregado ao empregador, das famílias desses funcionários até a sua comunidade, e até mesmo para o meio ambiente, todos se beneficiam com essa tendência”, aponta.

No mundo

Metade das empresas que oferecem condições flexíveis de trabalho no mundo relatou que suas equipes têm um equilíbrio mais saudável entre a vida particular e o trabalho, o que as deixa mais motivadas. Essas empresas também acreditam que as condições flexíveis aumentam a produtividade das equipes e aproximadamente um quinto delas acredita que isso colabora para que os funcionários se adaptem rapidamente ao crescimento acelerado dos negócios. Um quinto das empresas com condições flexíveis de trabalho acredita ainda que a política adotada pela organização colabora para ter acesso a um grupo mais abrangente de talentos, resultando em um maior número de contratações em locais remotos.

Confiança

Confiar nos trabalhadores nesse contexto de condições flexíveis de trabalho ainda é um desafio para muitas das empresas: 61% das empresas brasileiras oferecem esse privilégio somente ao profissional sênior. Para Janaina, as empresas deveriam refletir melhor sobre esse cenário. “Ao adotar a hierarquia como critério para o direito a condições flexíveis de trabalho, algumas empresas estão perdendo enormes oportunidades e podem até mesmo inibir novos talentos com grande potencial que poderiam atrair não fosse o benefício exclusivo aos funcionários em nível sênior”, comenta. Para chegar ao resultado global, foram ouvidas 17 mil empresas do banco de dados da Regus. Os entrevistados responderam perguntas sobre a sua opinião a respeito de práticas flexíveis de trabalho e o cenário econômico.

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