Vendas do comércio gaúcho recuam 1,3% em abril

Na esteira do cenário de desaceleração da economia brasileira ao longo de 2014, o comércio gaúcho apresentou queda real (descontada a inflação) de 1,3% em abril na comparação com igual período de 2013….

Na esteira do cenário de desaceleração da economia brasileira ao longo de 2014, o comércio gaúcho apresentou queda real (descontada a inflação) de 1,3% em abril na comparação com igual período de 2013. O resultado foi verificado na última edição do Índice de Vendas do Comércio (IVC), indicador monitorado por Fecomércio-RS, Fundação de Economia e Estatística (FEE) e Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). No acumulado do ano, o desempenho é de alta da atividade em 2,3% e, nos últimos 12 meses, a expansão chega a 2,6%.

“Estamos em um ano que começou devagar. As taxas de crescimento são baixas, mas ainda assim o comércio tem crescido acima do ritmo da economia brasileira como um todo”, destaca a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo. A especialista ainda destaca que, para o desempenho fraco de abril frente a igual época do ano anterior, pesou o fato de que, em 2014, o mês contou com menos dias úteis (20 contra 22 da temporada passada). “Neste ano, também tivemos o carnaval mais tarde, o que atrasou o comércio, principalmente nas grandes regiões do Estado”, enfatiza.

A queda em abril foi puxada pelo comportamento das vendas no atacado, que apresentou recuo de 2,5%. No comércio varejista, a queda foi de 0,2%, puxada pela diminuição das vendas de veículos. Em 2014, porém, o comércio atacadista tem crescimento real de 3%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, possui elevação de 1,6%. Já o varejo acumula alta de 1,6% no ano e de 2,4% nos últimos 12 meses.

Patrícia acredita que o impacto da Copa do Mundo poderá ser sentido nas próximas edições do indicador. “Há duas variáveis em relação à Copa. Uma delas é o efeito negativo da redução do horário comercial. Outra é a realização do campeonato na tua cidade, que traz muito efeito positivo no setor de serviços, mas não tanto no comércio”, indica diz a economista.

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